Projetos HVAC precisam garantir a vazão de ar mesmo quando portas se abrem, janelas mudam de posição ou filtros começam a saturar. Para lidar com essas variáveis, muitos sistemas adotam o fator K – uma constante que converte a diferença de pressão estática (ΔP) medida no bocal do ventilador na vazão real (Q) do equipamento.
Q (m³/h) = K × √ΔP (Pa)
Fisicamente, K reúne em um único número as correções de densidade do ar, seção de passagem e perdas internas do sistema, permitindo um cálculo rápido e de baixa complexidade.
Exemplo prático
Na caixa de ventilação STG-VBQ 310 EC, o controlador STG-CPD foi configurado com K = 96. Lendo ΔP = 330 Pa a 50 % de velocidade, obtém-se Q ≈ 1740 m³/h. Se o set-point for 1500 m³/h, o controlador acelera suavemente o motor até atingir a meta, corrigindo automaticamente quedas de vazão provocadas por filtros G4 saturados ou variações na rede de dutos.
Por que usar o fator K?
- Comissionamento simples: um transmissor de pressão substitui medidores volumétricos caros.
- Operação adaptativa: o sistema mantém a vazão mesmo com perda de carga crescente.
- Redução de custos: controle preciso evita superdimensionamento e picos de corrente graças à rampa de aceleração.
Em síntese: o fator K transforma medições de pressão em gestão eficiente de vazão, elevando desempenho e economizando energia em qualquer aplicação de ventilação.


